Quando a Luz dos Olhos Meus e a Luz dos Olhos Seus ...
Domingo, São Paulo debaixo de um fogo cruzado entre PCC e policiais...
Joselito, lindo, na casa dos pais, revendo amigos e pensando – Jo-se-li-ta - nem se lembrava de que PCC existia.
Joselita, linda, totalmente desligada das balas que iam e vinham pensava: Como será o Joselito?. Cantarolava sem parar uma música dos Paralamas que previa seu futuro:
Vou sair pra ver o céu vou me perder entre as estrelas. Ver da onde nasce o Sol como se guiam os cometas pelo espaço...e os meus passos nunca mais serão iguais...
E lá se foram... 21:00 hs
Joselito chegou 1 hora antes. Joselita 10 minutos atrasada.
Agora sim, a história começa a esquentar.
Quando Joselita olhou para a escada e viu Joselito vir em sua direção pensou:
Socorro! Jesus Cristinho o Sr tem certeza de que é ele? Obrigadaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!
Joselito cumprimentou Joselita e pensou: PQP, vai ser encostar e incendiar.
Papo vai, papo vem, pedido feito: pizza e vinho... 3,5 horas de conversa. Claro que a pizza virou sola de sapato e o vinho... bem o vinho virou xixi depois de devidamente processado.
De repente um estouro... pessoas se atirando no chão com receio de ser mais um ataque do PCC.
Joselito e Joselita esconderam-se debaixo da mesa e olhando fixamente um nos olhos do outro e pensando - será nosso primeiro e último beijo - se entregaram a um beijo estralado suspiro dobrado de um quase amor sem fim.
Quando Joselito foi se levantar, meio enebriado pelos lábíos de Joselita (praticamente uma Iracema – a virgem dos lábios de mel)... tudo bem que ela não era mais virgem... mas isso é detalhe...
Voltemos aos fatos
Quando ele foi se levantar, em sua cabeça tocava a música do Echo and the Bunnymen “Lips like Sugar”, o que lhe dava a coragem de olhar nos olhos de Joselita com o ar de Heman, cheio de força. Mas sem perceber a devida distância que havia entre sua cabeça e a mesa, bateu com seu membro – a cabeça – (cabeça é membro? Ahhhh sei lá)
Então... bateu a P. da cabeça na mesa, ficando meio atordoado. Dai foi se apoiar no suporte da pizza que não aguentou o seu peso e... a obscuridade total... caiu tudo... tudim.
Joselita olha aquela cena quase dantesca e Joselito que até segundos atrás estava cheio de força e agora cheio de molho, alho poró e “zoinho” vesgo.
Ela diz:
Versão Audível?
Vamos pedir a conta? Acho que você precisa se limpar Lindo
Versão Inaudível?
Mas tú é zé merrrmo, hein. Curuzes... Simbora daqui... simbora daqui... vaza...
Joselita levou Joselito até seu carro e se despediram com um beijo de tirar o fôlego e tocar a alma. Como Joselito escreveu em e-mail: beijo que açulou o encantamento.
E foi assim que a história começou... meio de bricadeira, como cantava 14 Bis.
Promessa de muita alegria, muitos encontros... tudo!
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