domingo, 8 de fevereiro de 2009

Homens Tipo Ciranda Cirandinha

Homens Ciranda Cirandinha

Amigas fiquem atentas!!!!


Pesquisas recentes identificaram um novo tipo da espécie Homo Sapiens gênero Macho xô xô ... Sim, porque desta tipagem devemos dar um Xô... Páaassssaaa daqui.
A classificação Ciranda Cirandinha tem este nome devido a canção infantil secular de mesma denominação. Esta canção, a primeira vista tão inofensiva, descreve exatamente o comportamento débil dos homens desta tipagem “tipo assim... dããã”.

Dando um zoom parte a parte desta canção, mostrarei como os homens Ciranda Cirandinha se comportam, o que nos dão, como nos tornamos bombas relógio nas mãos de um e finalmente, da análise derradeira, como nos livrar deles.

Zoom – Início

“Ciranda Cirandinha vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar...

Pergunta chave para entender toda a descoberta científica comportamental: Quem dá meia volta e depois uma volta e meia sai do lugar? Sai até que sai... mas volta para o mesmo lugar de onde saiu.

Pois é,amigas, este é o comportamento típico de um homem Ciranda Cirandinha. No quesito Evolução a nota é Zero... ficam sempre no mesmo ponto... cirandando... “ao derredor procurando quem possa tragar” (Isso é bíblico).

Por este comportamento “cirândico”, eles são quase sempre alegres, leves, suaves, pessoas de um magnetismo preciso, com as quais gostamos de passar o tempo. É, amigas, o tempo passa e a relação (se é que se pode chamar isso de relação) está no mesmo ponto no qual começou. Apenas algumas cirandadas a mais e com elas algo há se colocar na memória... e depois ter que formatar o cérebro pra esquecer...

Zoom – Meio


“O anel que tu me deste era vidro e se quebrou...”


Vidro é algo lindo... alguns, às vezes, até parece cristal, para os menos atentos. Mas é frágil... muito frágil...

É isso que os Homens Cirândicos nos dão... algo tão frágil que facilmente se trinca, se quebra. Não há consistência, apenas beleza, que todas nós sabemos ser efêmera. E beleza, traz vaidade e com ela uma pequena elevação na auto-estima. Qual mulher não gosta disto?

Mas existe um outro aspecto na “vidragem” oferecida que, essa sim, detona nossa bomba interna e faz com que não somente o vidro se quebre, mas também parte da nossa alma: A falsa transparência.
Através do vidro vemos o outro lado, pena que não vemos o que está dentro dele. O vidro é mágico e oferece um recurso de se auto “enturvescer” quando olhado muito de perto e fixamente.

A verdade nunca é dita e o que mais me espanta é que a mentira também não. Fica sempre o dito pelo não dito. Verdade e mentira se misturam, coexistem, e essa coexistência depende única e exclusivamente da nossa interpretação. E por este motivo nunca podemos cobrar nada... nada... afinal, eles não disseram nada para que coisa alguma pudesse ser usada no tribunal.

Entre uma ciranda e outra... momentos.

As promessas são criadas no universo da nossa receptividade. Recebemos as cirandadas com tanto romantismo e às vezes com uma falsa ingenuidade cuja única missão é nos cegar para o óbvio na intenção de nos permitir viver uma alegria ainda que extremamente instantânea.
Daí, abrimos espaço para diálogos do tipo:

Cirândico: Não entendo porque você está assim... eu nunca escondi que tinha uma namorada.
Alvo: PQP. Ele tinha, mas tem quase sete meses que nos vemos e ele nunca mais falou dela... Não havia rastro... E a atenção dada a mim? Como eu iria adivinhar? Tá ... tudo bem que nos finais de semana ele sumia... mas aparecia logo na segunda trazendo doce de leite e tudo...
Cirândico: E estamos morando juntos...
Alvo: Neste momento vem à sua memória todas as vezes que teve que deixá-lo na porta do prédio e ele não te chamou para subir... Então era issooooo. Uma estranha no ninho...
O melhor a fazer é desmaiar... resetar a máquina... ah... e desmaie com o telefone do hospital na mão, afinal pode ser infarto...


Cirândico: - Achei que você fosse madura e estivesse querendo apenas diversão, sem essa história de envolvimento.
Alvo: E quem disse que eu penso como o Titãs: Diversão é Solução pra Mim... Além do mais eu disse que queria algo verdadeiro... que não queria mais nada que não fosse sincero... Poxa, você sabia...

E por aí vai...

Zoom – Fim

“O amor que tu me tinhas era pouco e se acabou...”

Nem preciso dizer que aqui a questão não era quantidade e sim existência. Não era pouco, era inexistente. Nada mais a declarar.

Para se livrar da tipagem Cirândica e reverter o quadro cancerígeno “metástico”, além do maior amor do mundo - o próprio – doses cavalares e diárias de convivência com Homens Tipo Prime e Mulheres de Verdade. Esse é o novelo de lã q ue nos faz lembrar o caminho de volta pra casa.