Hoje não vou falar de técnicas, conceitos ou qualquer outro mecanismo que lhes garantam um pouquinho mais de qualidade em suas vidas, tão preciosas para mim.
Hoje, quero desabafar. Quero dividir com vocês a dura, mas belíssima missão de ser fênix. Pois é. Temos esta missão desde que nascemos, e é isto que todos aqueles que nos amam e admiram esperam de nós: Que ressurjamos das cinzas, dos erros, dos enganos, dos tropeços, das palavras duras, das traições, das vezes que negamos perdão, das desilusões, do amor perdido, das decisões impensadas que só nos conduziram ao arrependimento e à solidão. Fazem parte da vida, eu sei, mas como doem! Realmente nos reduzem a pó.
Não vou falar de crenças, pois respeito o que cada um traz dentro de si. Mas como cristã, não posso deixar de ter em Jesus o maior exemplo de ressurgimento, de reconstrução. Foi ao pó, ressuscitou e vive intensamente no coração daqueles que nEle crê, e olha, há mais de 2 mil anos...
Quando olho para trás e vejo todas as vezes que me senti esmagada e de como, com a ajuda de Deus e dos meus amados eu me recriei, percebo que toda dor fez de mim uma pessoa um “tantinho” melhor. Eu pude saborear o delicioso significado da palavra poder: a legítima capacidade de agir, de escolher. Escolher a transformação ao invés da mutilação, a comunhão ao invés do isolamento, o risco ao invés da frágil segurança, o perdão ao invés do ressentimento. Escolher o desprendimento, a liberdade para dar o próximo passo.
Ser fênix é isso. É o NÂO rasgado que podemos dar ao medo, que muitas vezes estagna nossas vidas e nos impede de receber as dádivas que Deus, com toda certeza, quer nos dar. Ser fênix é a não aceitação da mediocridade conquistada através da insegurança. Nós sabemos que podemos nos reerguer. Que podemos agir, que podemos escolher. Por isto não precisamos temer coisa alguma, especialmente se tivermos fé.
É claro que há caminhos sem volta. Mas por que voltar? Se saímos de onde estávamos é porque lá não era o nosso lugar. Havia uma trajetória a ser percorrida, dolorida ou não. O fato de não ter volta não significa que não se tenha outra direção a ser seguida. Sempre há. Basta fazer a conversão. A escolha nunca nos é negada, ela sempre existe, ainda que não da forma que gostaríamos.
Pois é, caríssimos. Tive vontade de compartilhar com vocês este meu momento. Momento de visceral ressurreição. Talvez possa parecer narcisismo, mas creiam, não é. É apenas uma forma de dizer para vocês que tudo vale a pena, de que nada está perdido desde que não nos apeguemos à miopia que o nosso ego nos traz.
Um super beijo, meio “emPOeirado”, mas totalmente carinhoso!
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2 comentários:
Meu Deus,que texto lindo,deve ter sido muito difícil vc falar,dessa bela missão de ser Fênix,mas eu adorei,a parte de ser só,realmente cm doe,e nos reduz a pó.mas cm vc disse faz parte de nossas vidas.
Então bola pra frente nê!
Nossa, vc realmente tem o dom da escrita...
eu tb ja tive meus "momentos" de Fênix, acho q a vida é um pouco de tudo isso...
bjs
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