Até a data de hoje sonhava com um dueto.
Achava que minha vida seria uma espécie de dueto em Sol Maior.
Não será.
Nem em Sol, nem em Chuva (rsss)
Eu nasci para a carreira solo... porque não me curvo aos desajustes. Não me dobro a falta de sintonia ou de temperança.
Ou tenho a benção de amar e ser amada, ou nada feito. Não quero só o amor do outro. Não quero amar sozinha. Afinal, se estamos em carreira solo, temos a individualidade, e não acompanhamento de parceiros que no fundo não nos completa.
Por isso hoje decidi simplesmente aceitar. Aceitar que na vida uns nascem para amar, outros para serem amados, outros para ambos (um magnífico privilégio) e outros nem tanto.
Pronto. O primeiro passo eu já dei. A partir de hoje aceitei que minha carreira será um solo... um lindo solo... com direito a alguns acompanhamentos ao longo do caminho... meus queridos, cuja relação se baseia na mutualidade: familia, amigos, cães, livros, CDs, filmes, teatros, paisagens, lugares...
Minha existência será repleta das coisas que me fazem ser quem sou... não me preocuparei mais com o amor da minha vida. Eu já o encontrei. Eu sou o amor de minha vida, pois nasci, vivo e morrerei comigo (rsss).
Ninguém sabe me amar melhor que eu... então... um brinde a minha nova fase: Maritza For Ever.
Aceitei... agora é só caminhar.
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